quinta-feira, 19 de junho de 2014
Diário de uma ex-fumante
3º dia: Tendo pensamentos "românticos" com o cigarro, acompanhados de um pouco de choro. Tipo como quando eu ficava nervosa com alguma coisa e aí era só enfiar um cigarro na boca que ficava tudo bem de novo. Também tô sentindo uma vontade enorme de fumar e meu humor chega a estar ridículo: uma hora eu tô animada, de repente, tô deprimida, aí me dá vontade de socar a cara de alguém. Seria cômico se não fosse trágico!
Diário de uma ex-fumante
2º dia: Consegui ficar mais de um dia sem fumar!!! Nem tô acreditando... Mas a vontade está fortíssima e ontem à noite eu estava me sentindo muito mal, toda chorosa e tudo o mais. Tomara que essa coisa de abstinência passe logo. Uma amiga minha, também fumante, que também está tentando largar os rolinhos de câncer disse que cravo, canela e gengibre ajudam a "despistar" o vício. Tá foda!
Diário de uma ex-fumante
1º dia: Essa é a terceira vez que tento largar o cigarro. Da primeira vez, não cheguei a ficar uma semana sem fumar. Da segunda, fiquei quatro meses e caí na tentação numa noite de farra. Agora eu tô tentando fazer aquele negócio de um dia de cada vez. Mas estou firmemente decidida a não voltar. Quer dizer. Seria muita humilhação ser vencida por um punhado de nicotina outra vez. Só acho que quando a abstinência começar, eu não ficarei mais tão confiante.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Medo de quê???
Estou prestes a fazer 24 anos. Ainda sou muito jovem, cheia de saúde e energia. Mas não vai ser assim pra sempre. E agora eu me peguei pensando: quantas coisas eu já deixei de fazer por puro medo. Está certo que não sou nenhuma santa e já aprontei das minhas. Mas fico sempre tolhida pelo medo. Medo de quê?
Desde os oito anos de idade eu sonho em morar sozinha. E mesmo sendo jovem, já trabalhei bastante, até. Já tive oportunidade de sair da casa dos meus pais. Contudo, sempre fiquei pensando que eu não me daria bem morando numa república, com pessoas que eu não conheço. E se decidisse morar sozinha, perderia a maior parte dos confortos que tenho aqui. Mas é claro! Como uma pessoa pode esperar que, saindo da casa dos pais vai imediatamente poder investir em mobília completa, internet, máquina de lavar, etc., etc.?! E sem contar outras coisas que tenho de mão beijada, como roupa limpa e passada. Isso é o que eu chamo de falta de vergonha na cara. Uma coisa que detesto, mas da qual eu mesma sofro, se se pode dizer assim.
Também tenho vontade de viajar, conhecer outros lugares, outras pessoas. E não fui por quê? Boa pergunta! Isso eu nunca tive nenhum motivo pra deixar de fazer. Exceto o medo. Medo de me perder, medo de ir sozinha, medo de gastar o dinheiro e depois me arrepender. Pfff...
Outra coisa que eu queria ter feito: faculdade de medicina. "Ah, mas eu sou pobre e venho de escola pública. Mesmo que conseguisse passar no vestibular, nunca ia conseguir me manter em outra cidade e ainda arcar com alguma despesa do curso." Eu tentei, pra poder dizer isso? Não.
Enfim, tem várias coisas que eu já quis fazer e deixei pra lá, por medo. Medo de não ser capaz, medo de gastar dinheiro, medo de não dar certo, medo de os meus pais ficarem bravos, medo, medo, medo. Mas o tempo está passando e eu não estou ficando mais jovem. Por enquanto, ainda tenho meus vinte e poucos anos. Mas e quando não tiver mais? Mesmo que tiver a grana, será que terei disposição e coragem pra fazer tudo o que eu já deixei de fazer e que estiver dentro das minhas possibilidades? Será que deixarei pra lá de uma vez por todas ou serei uma tiazona porra-louca e impulsiva que faz todas as coisas que não devia e das quais mal consegue dar conta, por causa da idade? Não quero ser uma velha arrependida; tampouco quero ser uma pessoas que faz mal a si mesma e quem sabe até a outras pessoas só porque não deu a cara a tapa quando podia. Dessas coisas sim, é que tenho que ter medo. Quanto ao resto, tirando a morte, tudo se resolve, de uma forma ou de outra, para o bem ou para o mal. E desde que eu saiba me conter (pois isso também é importante), creio que não haverá tantas coisas assim pra serem resolvidas.
Portanto, a partir de hoje, eu procurarei não deixar que o medo me atrapalhe. Ao infinito e além!
Desde os oito anos de idade eu sonho em morar sozinha. E mesmo sendo jovem, já trabalhei bastante, até. Já tive oportunidade de sair da casa dos meus pais. Contudo, sempre fiquei pensando que eu não me daria bem morando numa república, com pessoas que eu não conheço. E se decidisse morar sozinha, perderia a maior parte dos confortos que tenho aqui. Mas é claro! Como uma pessoa pode esperar que, saindo da casa dos pais vai imediatamente poder investir em mobília completa, internet, máquina de lavar, etc., etc.?! E sem contar outras coisas que tenho de mão beijada, como roupa limpa e passada. Isso é o que eu chamo de falta de vergonha na cara. Uma coisa que detesto, mas da qual eu mesma sofro, se se pode dizer assim.
Também tenho vontade de viajar, conhecer outros lugares, outras pessoas. E não fui por quê? Boa pergunta! Isso eu nunca tive nenhum motivo pra deixar de fazer. Exceto o medo. Medo de me perder, medo de ir sozinha, medo de gastar o dinheiro e depois me arrepender. Pfff...
Outra coisa que eu queria ter feito: faculdade de medicina. "Ah, mas eu sou pobre e venho de escola pública. Mesmo que conseguisse passar no vestibular, nunca ia conseguir me manter em outra cidade e ainda arcar com alguma despesa do curso." Eu tentei, pra poder dizer isso? Não.
Enfim, tem várias coisas que eu já quis fazer e deixei pra lá, por medo. Medo de não ser capaz, medo de gastar dinheiro, medo de não dar certo, medo de os meus pais ficarem bravos, medo, medo, medo. Mas o tempo está passando e eu não estou ficando mais jovem. Por enquanto, ainda tenho meus vinte e poucos anos. Mas e quando não tiver mais? Mesmo que tiver a grana, será que terei disposição e coragem pra fazer tudo o que eu já deixei de fazer e que estiver dentro das minhas possibilidades? Será que deixarei pra lá de uma vez por todas ou serei uma tiazona porra-louca e impulsiva que faz todas as coisas que não devia e das quais mal consegue dar conta, por causa da idade? Não quero ser uma velha arrependida; tampouco quero ser uma pessoas que faz mal a si mesma e quem sabe até a outras pessoas só porque não deu a cara a tapa quando podia. Dessas coisas sim, é que tenho que ter medo. Quanto ao resto, tirando a morte, tudo se resolve, de uma forma ou de outra, para o bem ou para o mal. E desde que eu saiba me conter (pois isso também é importante), creio que não haverá tantas coisas assim pra serem resolvidas.
Portanto, a partir de hoje, eu procurarei não deixar que o medo me atrapalhe. Ao infinito e além!
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Um exemplo de que sempre há opção
Não sou a favor da pena de morte. Também não sou a favor de justiceiros. Se cada um resolver fazer justiça com as próprias mãos, logo não sobrará ninguém para contar a história, além do fato de que todos nos tornaríamos assassinos, portanto, criminosos. Por outro lado, essa história de que fulano é vitima do sistema e ciclano é só um pobre coitado que não tinha escolha também não cola. Todo mundo tem escolha. Eu digo isso porque conheço gente que já passou por poucas e boas, já viveu na miséria, sofreu com a violência desde pequeno, foi obrigado a fazer trabalho pesado numa idade em que a única obrigação de uma pessoa deveria ser com os estudos, enfim, gente que sempre teve uma vida duríssima. Essas pessoas poderiam ter se tornado criminosos. Poderiam ter resolvido roubar o que outros se sacrificaram tanto para ter, fosse um carro, dinheiro ou uma vida tranquila.
No entanto, essas pessoas optaram por um outro tipo de vida. Uma vida onde ainda teriam que trabalhar muito e que já sabiam que não seria fácil. Mas também seria uma vida onde viveriam da maneira mais honesta possível, sem tirar nada de ninguém; onde tudo que teriam seria fruto de seu próprio esforço. Além disso, se eles não sabiam na época a essa altura já perceberam que essa foi a melhor opção não apenas para eles, como também para seus filhos, os quais têm tido uma vida bem melhor do que a dos pais. Essas pessoas nunca se tornaram (e provavelmente nunca se tornarão) ricas, mas têm a tranquilidade de se deitar à noite sabendo que fizeram a coisa certa. Todo o progresso que essas pessoas fizeram foi por mérito próprio, porque elas se esforçaram para chegar onde estão. Todos continuam trabalhando muito e ninguém tem "vida fácil". Porém suas vidas são muito melhores do que seriam se tivessem ido pelo outro caminho. Sem contar o exemplo que dão a seus filhos de como, não importa o que aconteça, nós sempre temos opção e que a melhor opção é ser honesto. Essas pessoas são a minha família e eu me orgulho muito deles, assim como me sinto feliz por ter tido a sorte de ser criada por eles.
No entanto, essas pessoas optaram por um outro tipo de vida. Uma vida onde ainda teriam que trabalhar muito e que já sabiam que não seria fácil. Mas também seria uma vida onde viveriam da maneira mais honesta possível, sem tirar nada de ninguém; onde tudo que teriam seria fruto de seu próprio esforço. Além disso, se eles não sabiam na época a essa altura já perceberam que essa foi a melhor opção não apenas para eles, como também para seus filhos, os quais têm tido uma vida bem melhor do que a dos pais. Essas pessoas nunca se tornaram (e provavelmente nunca se tornarão) ricas, mas têm a tranquilidade de se deitar à noite sabendo que fizeram a coisa certa. Todo o progresso que essas pessoas fizeram foi por mérito próprio, porque elas se esforçaram para chegar onde estão. Todos continuam trabalhando muito e ninguém tem "vida fácil". Porém suas vidas são muito melhores do que seriam se tivessem ido pelo outro caminho. Sem contar o exemplo que dão a seus filhos de como, não importa o que aconteça, nós sempre temos opção e que a melhor opção é ser honesto. Essas pessoas são a minha família e eu me orgulho muito deles, assim como me sinto feliz por ter tido a sorte de ser criada por eles.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Estamos caminhando para uma idiocracia
Ando frustrada. Até mesmo triste. Tenho visto as pessoas se entreterem com as coisas mais bizarras da natureza (e da maldade) humana. Claro que sempre houve este tipo de "diversão". Mas tô meio chocada. Talvez eu seja ingênua, só isso. Talvez eu tenha um caso sério de estômago fraco, apesar de ter sempre pensado o contrário. Só não consigo entender como coisas como aquele filme chamado Centopéia Humana podem ser consideradas uma forma de diversão. Nem consigo entender, tampouco, o que tem na cabeça de quem resolveu fazer aquilo. Quase botei os bofes pra fora e ainda me encontro num estado de perturbação. E olha que nem mesmo assisti ao filme todo. Ainda por cima, poucos dias depois, fui submetida a um outro filme, Doce Vingança 2, onde uma mulher é sequestrada e estuprada por vários homens, os quais parecem ser todos da mesma família. Fiquei mais chocada ainda e desde aquele dia não consigo nem ver, nem ouvir falar nada sobre o assunto. Mesmo assim, aqui me encontro eu, escrevendo sobre isso. Para aliviar a tensão, eu acho. Porquê em momentos mais tranquilos aquelas cenas voltam a invadir minha mente. Sempre seguidas pela lembrança de um terceiro filme que assisti, este chamado Idiocracia, no qual o povo americano experimenta um emburrecimento extremo ao longo de vários anos. Parece que caminhamos todos para isso. Eu inclusive. Você, provavelmente, também. Assim como todos os nossos descendentes.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Hipócrita
Você, com sua máscara de boa pessoa.
Você sim, com essa camaradagem toda.
Você não me engana.
Andy, o Robô* é mais confiável que você.
Vou abrir meu terceiro olho
pra ficar com dois no gato e um no peixe.
Porque com você todo o cuidado é pouco.
Você mente, trai e engana.
Você julga, critica e peca.
Depois vai pedir perdão e um monte de outras coisas.
Pois saiba que vamos nos encontrar no quinto dos infernos
e que pra mim não será surpresa nenhuma te ver por lá.
Já pra você...
Há!
*Referência à obra de Stepehen King intitulada "A Torre Negra"
Você sim, com essa camaradagem toda.
Você não me engana.
Andy, o Robô* é mais confiável que você.
Vou abrir meu terceiro olho
pra ficar com dois no gato e um no peixe.
Porque com você todo o cuidado é pouco.
Você mente, trai e engana.
Você julga, critica e peca.
Depois vai pedir perdão e um monte de outras coisas.
Pois saiba que vamos nos encontrar no quinto dos infernos
e que pra mim não será surpresa nenhuma te ver por lá.
Já pra você...
Há!
*Referência à obra de Stepehen King intitulada "A Torre Negra"
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